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Neventon Vargas
segunda-feira, 26 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
Abjuro!
Nevo
Do ser político não sou cultor,
Nem quero fama ou popularidade!
Bem antes prefiro oceano de amor
Afogando-me na afetividade.
As vagas se impiedosas açoitassem,
Lânguidas bebendo-me na alma,
Tão tenro o cárdio talvez ficasse,
Que toda a tempestade acalma.
Quero viver na e com a natureza,
Usufruindo de toda sua liberdade,
Sujeito apenas à sua beleza,
Sem dependência de outra vontade.
Meus mestres são os próprios erros,
Dos quais o peso do fardo se avulta...
Já me dói ver seres nos desterros
Da carência do que me resulta.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
O macaco japonês Macaca Fuscata vinha sendo observado há mais de trinta anos em estado natural.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Plano de Vida
domingo, 30 de janeiro de 2011
Liberdade
Ao receber esta foto pela internet me pareceu ajustar-se perfeitamente ao entendimento de "livre pensar" por mim proposto no texto a seguir, ao dizer que o indivíduo "...pode se impor clausura mental e se recusar ao uso do raciocínio, preferindo aceitar sem reflexão as idéias prontas e acabadas, como se o universo do pensamento não fosse dinâmico." Neste enfoque o indivíduo se equipararia ao animal da foto, "preso" à cadeira, com a diferença que este é irracional por natureza e aquele o é por opção.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Comentário sobre o Aborto
Comentário sobre o Aborto
Néventon Vargas
Apesar de ser radicalmente favorável à vida, penso que na opinião do Sr. Gerson Monteiro (http://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/gerson-monteiro/) existe uma omissão: O Espiritismo não "condena" e, portanto, todos temos a liberdade da escolha. Mesmo o aborto é considerado na seguinte questão de O Livro dos Espíritos:
359. Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?
"Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe."
O pensamento cristalizado das religiões impede que se veja além, hipervalorizando a vida na matéria. Os Espíritos que responderam a Kardec não são tão pragmáticos. Vejam alguns exemplos em O Livro dos Espíritos:
346. Que faz o Espírito, se o corpo que ele escolheu morre antes de se verificar o nascimento?
"Escolhe outro."
a) -Qual a utilidade dessas mortes prematuras?
"Dão-lhes causa, as mais das vezes, as imperfeições da matéria."
...
351. No intervalo que medeia da concepção ao nascimento, goza o Espírito de todas as suas faculdades?
"Mais ou menos, conforme o ponto, em que se ache, dessa fase, porquanto ainda não está encarnado, mas apenas ligado. A partir do instante da concepção, começa o Espírito tomado de perturbação, que o adverte de que lhe soou o momento de começar nova existência corpórea. Essa perturbação cresce de contínuo até ao nascimento, Nesse intervalo, seu estado é quase idêntico ao de um Espírito encarnado durante o sono. À medida que a hora do nascimento se aproxima, suas idéias se apagam, assim como a lembrança do passado, do qual deixa de ter consciência na condição, de homem, logo que entra na vida. Essa lembrança, porém, lhe volta pouco a pouco ao retornar ao estado de Espírito."
...
358. Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?
"Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando."
...
360. Será racional ter-se para com um feto as mesmas atenções que se dispensam ao corpo de uma criança que viveu algum tempo?
"Vede em tudo isso a vontade e a obra de Deus. Não trateis, pois, desatenciosamente, coisas que deveis respeitar. Por que não respeitar as obras da criação, algumas vezes incompletas por vontade do Criador? Tudo ocorre segundo os seus desígnios e ninguém é chamado para ser juiz."
...
Concluindo, o argumento de que "abortistas" defendem quem "matar seres indefesos" é simplista e não reflete a opinião geral.
"Legalização do aborto" é diferente de "descriminalização do aborto". A pura e simples "descriminalização" não legaliza nada; apenas retira da lei onde está escrito que "constitui crime". A pura e simples "legalização" - do tipo "É lícito qualquer indivíduo provocar aborto" - é impensável.
A questão da saúde pública é muito simples: os dados estatísticos colhidos se referem à morte de mulheres, oriunda de abortos em condições adversas. O número de abortos clandestinos é uma estimativa estatística baseada em pesquisas cujos métodos são amplamente estudados, debatidos e aperfeiçoados constantemente nas ciências exatas para uso das inexatas, uma vez que são imprescindíveis em diversas áreas do conhecimento.
Dogmas nunca deveriam comandar as sociedades!
Geralmente quando se colocam uns contra outros, como neste caso de abortistas contra não-abortistas, os resultados são insatisfatórios porque acabam esquecendo o fundamento principal da discussão, que, em síntese, é o aperfeiçoamento das instituições para melhorar as condições de vida do ser humano. Uns e outros acabam perdendo-se em discussões estéreis em detrimento das energias criadoras que impulsionam o progresso.
Seria insano defender a morte de qualquer ser vivo, mas quem mata tem direito à defesa.
─ A serpente que engoliu um indefeso passarinho está plenamente justificada! Meu veredito é: INOCENTE!
─ O homem mentalmente sadio e consciente que retirou da natureza um passarinho implume, provocando-lhe a morte, não se justifica! Meu veredito é: CULPADO!
Minha "verdade", entretanto, é parcial e meu direito de culpar ou inocentar alguém é extremamente subjetivo porque calcado em princípios e concepções próprias inaceitáveis como parâmetros definitivos para quaisquer correntes filosóficas atuais, uma vez que todas as verdades seriam transitórias e reformáveis no tempo e no espaço, conformando-se ao contexto.
Por tais razões que a utilidade da religião está exclusivamente nos seus aspectos morais, de foro íntimo, sendo incompatível com a liberdade de pensamento, expressão e ação, especialmente no que se refere à dinâmica social.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Brilha Uma Estrela na Boca do Monte
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
A laicidade como princípio fundamental da liberdade espiritual e da igualdade
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Encanto
Nevo
Encanta-se com seus cabelos, que lhe vão à cintura;
Com seu sorriso maroto e gracioso jeito de andar;
Ao falar, lhe vê na boca, fascínio expresso em candura,
Mas o que de fato lhe enfeitiça é o brilho do seu olhar!
Duas estrelas brilhantes de apenas uma alma do mundo,
Dupla única no seu céu, ilumina e nutre seu universo,
Impondo-lhe refletir sobre o infinito e filosofar taciturno:
Quem és? De onde vens trazer sonho em prosa e verso?
Quem és, afinal? Que mistérios se escondem no passado?
Qual será a origem deste elo indestrutível e indissociável,
A mantê-lo sob controle, passivo, feliz, mas escravizado,
Em conflito com seu ego libertário, paradoxo inconciliável!
O amor preenche-lhe todos os vazios da alma,
Mas aflições lhe impõem causas para dor buscar
E a razão lhe diz, sincera, contundente e calma:
Extirpado o egoísmo, o amor tomará o lugar!
domingo, 9 de maio de 2010
Severina
Morta viva Severina,
Pés descalços, roupa suja,
Busca água lá na gruta.
Pensa em nada;
Não tem futuro!
Pelos filhos, na labuta!
Semblante marcado,
Mãos calejadas,
De tanto labor e luta.
Renuncia à própria vida
Sem pensar em conseqüências.
Seu móvel é o cotidiano,
Cuidando da sobrevivência
Sabe que de si depende
Toda a prole em dependência.
sábado, 9 de maio de 2009
Nada Errado
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Malhação de Judas
Nunca consegui aceitar passivamente a manifestação popular da malhação de Judas. Considero-a uma prática bárbara que lembra as atitudes apaixonadas, características de um período negro da história da humanidade que todos gostaríamos de esquecer, quando os estados teocráticos vigeram soberanos, no decorrer da Idade Média.
segunda-feira, 30 de março de 2009
UNIÃO E UNIFICAÇÃO
(Mensagem enviada por Milton Medran)Esse episódio da retirada a que se viram forçados esses jovens de João Pessoa, da Federação Estadual, permite que se faça, aqui, neste espaço livre de debates, alguma reflexão sobre a questão da UNIÃO e da UNIFICAÇÃO no movimento espírita. Por isso, permiti-me alterar o título do "assunto" ali acima exposto, para este novo.
Já disse, em alguns artigos que escrevi, que considero o chamado processo de UNIFICAÇÃO, tal como implementado a partir da política hegemônica da Federação Espírita Brasileira (e estendida ao movimento mundial através de seu braço internacional, o CEI) altamente prejudicial aos ideais de UNIÃO dos espíritas. Esta, segundo propunha Kardec, deveria se dar de forma horizontal, a partir dos princípios gerais que todos aceitamos, e, jamais, a partir da interpretação de um grupo ou, mesmo, de um país cujo movimento quisesse impor suas interpretações particulares e seu modelo de administração para os demais.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
DO MÉTODO
No capítulo terceiro d’O Livro dos Médiuns Kardec não aborda, como à primeira vista pode parecer, o método de pesquisa que deu origem à formulação dos princípios doutrinários, mas sim o método de ensino do Espiritismo. Nele, enfatiza que “... é por experiência que dizemos consistir o melhor método de ensino espírita em se dirigir, aquele que ensina, antes à razão do que aos olhos”.
Isto me leva a refletir sobre outros aspectos que têm afligido coordenadores de grupos mediúnicos no que se refere às evocações.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
ELE
NevoNão. Não é um caso de personalidades múltiplas. Trata-se apenas de vê-lo sob diversos ângulos: o filho, o irmão, o homem, o marido, o pai, o profissional, o cidadão. Posso vê-lo também como estudante, político, filósofo; espírito, amigo, mentor. Hoje, avô e bisavô.
Ele nasceu anônimo, na periferia de uma pequena cidade. Anônimo para a sociedade, tal como tem vivido os últimos oitenta anos. Anônimo por ser humilde e modesto, nunca por insignificância, por inteligência medíocre ou por ausência de virtudes. Mas teve o privilégio de ser o querido primogênito de um casal que se amava e respeitava, obedecendo a princípios absorvidos com as múltiplas experiências e pela dedicação ao estudo a ao trabalho incansável no meio espírita quando ainda eram comuns a discriminação e o preconceito com “a doutrina do demônio”.
Ele sempre foi um rebelde e radical. Não que tivesse desvios de comportamento ou moral duvidosa ou ainda que pudesse ser considerado mau-caráter. Simplesmente se caracterizava por uma inconformidade em aceitar passivamente o tradicional sem um exame apurado e o uso imprescindível da razão.
Na infância, não deu sossego aos mestres, numa época em que a educação era monopolizada pela religião, com a força do seu poder e pensamento tradicionalmente dogmático. Não se admitia lançar a dúvida quanto às verdades tidas como inquestionáveis. Adulto, não se conformava com a ordem vigente, colocando em risco a segurança própria e de sua família na defesa de seus ideais.
Ele nunca foi religioso no entendimento mais usual. Nunca foi afeito às atitudes piegas de contrição, de devoção, de idolatria, de superstição.
Ele é uma pessoa bem humorada e que sempre tem uma saída inteligente para as situações mais simples como para as mais delicadas.
Ele é espírita e foi minha referência desde as primeiras investidas para a busca desse conhecimento. Ele esteve presente em todos os movimentos do Espiritismo e acompanhou a sua evolução na cidade em que nasceu e vive até o presente.
Hoje, quando me olho o vejo num outro tempo, com oportunidades diferentes, com outras experiências e num contexto diverso, como se fosse ele vivendo a minha vida. Imagino que se eu tivesse vivido no seu tempo, vivenciando todos os episódios de sua vida, seria exatamente como ele foi quando teve minha idade.
Durante nossas caminhadas matinais observo o seu passo forte e decidido, mas já vacilante em função de um organismo físico debilitado pelo tempo e incapaz de refletir a jovialidade espiritual e a agilidade de pensamentos. Então eu o olho e me vejo no futuro, se tiver, como ele, a felicidade (ou não!?) de chegar até lá.
Mas, pensando bem, a sua presença, o seu pensamento, a sua postura, sempre me infundiram confiança e segurança. Lembro-me que na infância, em momentos de aflição e medo, quando os pesadelos me inquietavam, quando me aterrorizava o desconhecido, quando a escuridão me dava pavor, o primeiro grito que me saia da garganta era: PAAAI!
domingo, 3 de agosto de 2008
PLANO DE VIDA
Auto-Estima e Cidadania
A auto-estima danificada do brasileiro compromete a percepção do verdadeiro fascínio que nosso chão e nossa gente exercem sobre os estrangeiros.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Eterno Infinito

Penso no tempo,
Não concebo término.
O tempo zero é agora.
Infinito para o passado,
Infinito para o futuro.
Olho em volta,
Não vejo fim.
Eu sou o centro.
Eu sou único.
Ninguém está onde estou,
Ninguém é como eu.
Estou no meio do mundo.
Estou a meio caminho.
Ou, talvez, mal tenha começado.
Se eterno sou,
Não fui criado.
Se criado fui,
Acabei de nascer.

Sendo eterno,
Não tenho começo...
Nem fim!
Nascimento e morte
Estão eqüidistantes de mim.
Sendo infinito, nasci.
Mas não morrerei!
Se não tinha consciência,
Com ela vivi.
Nasci agora...
Meu futuro é infinito!
O meu presente é futuro.
Meu futuro é presente.






